A polinização cruzada e a autopolinização



A polinização cruzada e a autopolinização

Até nos seus mínimos detalhes a flor é feita para uma grandiosa finalidade, a reprodução da espécie. A cor, a fragrância, a forma, existem com esta finalidade. Quando a flor atinge o pleno apogeu de seu tamanho e beleza, corpúsculos chamados óvulos são encontrados numa dilatação na base do pistilo. Minúsculos grãos de substância denominada pólen ficam num pequeno receptáculo na extremidade dos estames.
Separadamente, óvulos e pólen não tem futuro. Apenas pela união dos dois é que o ciclo se completa, formando a semente e depois a planta.
Quando as sementes são produzidas através da transferências de pólen de uma flor para outra (polinização cruzada), as plantas resultantes são, freqüentemente, mais vigorosas que se o pólen e o óvulo (célula feminina) procedessem da mesma flor (autopolinização). Não é surpreendente, portanto, que a maioria das flores tenham algum método de evitar a autopolinização e de assegurar a polinização cruzada. As flores que estão adaptadas para a polinização cruzada produzirão uma descendência mais robusta, e com mais possibilidades do que as não adaptadas a ela.

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Assim se vai introduzindo a propriedade que serve para assegurar este tipo de polinização entre as diversas plantas da espécie, ou, dito de outro modo, a planta vai evoluindo até a aquisição desta possibilidade.
As abelhas são os principais artífices da polinização cruzada; se não fossem elas, metade das espécies de flores desapareceriam. A abelha doméstica, que usa pólen como alimento das larvas, é que faz a maior parte do trabalho e cobre território maior; e tem, também, corbículas mais perfeitas que as dos abelhões. As corbículas consistem em fileiras de cerdas rijas nas pernas traseiras; juntando pólen umedecido com mel entre as cerdas, a abelha pode acumular uma bolinha, que, as vezes, chega a ter meio centímetro, podendo conter 100 mil grãozinhos. As abelhas trabalham com extraordinária rapidez, podem polinizar na proporção de 30 flores por minuto.
Apesar da polinização cruzada ser preferível, a autopolinização deve ser realizada no caso de não haver outra possibilidade.

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